Mitos da certificação na ISO 27001


Mário Sérgio Ribeiro (*) Um movimento importante ocorreu nos últimos dois anos acerca da procura e da conquista da certificação de empresas nacionais na ISO 27001, a norma de segurança da informação. Os motivos para tanto talvez pouco importem – Read more

O Porquê de se ter um Gerenciamento de Crise.


Mário Sérgio Ribeiro (*) ________________________________________________________________________________________ Em tempos bicudos, especialmente como esse em que vivemos, considero de extrema importância que qualquer empresa, seja ela pública ou privada, ter um Gerenciamento de Crise implementado.   Infelizmente, uma Crise não anuncia quando vai ocorrer, Read more

Desafios de 2022.


(*) Mário Sérgio Ribeiro Não sou o tipo de profissional que gosta de ficar fazendo previsões no campo que atuo, ainda mais nos tempos atuais, onde a quantidade de variáveis é imensa e haja modelos e cenários para acertar alguma Read more

Um ano do Desastre no Japão e no Rio. O que pensar? – 11mar2012

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Janeiro de 2011 vimos as cidades serranas fluminenses sofrerem com as terríveis chuvas que mataram mais de 900 pessoas, milhares de desabrigados e muita destruição.

Março de 2011, Japão. Um tsunami trouxe números exponencialmente maiores que os do Rio. 129 mil casas destruídas, 250 mil parcialmente, quase 20 mil mortos. Prejuízos financeiros da ordem de 235 bilhões de dólares. Ah, e uma usina nuclear atingida, que provocou radiação nuclear em um entorno de mais de 30 km.

Março de 2012, Japão. Dos quase 600 Km de estradas destruídas, apenas 15 km, isso mesmo, apenas 15 km ainda não foram recuperados; isso porque estão em locais de acesso dificílimo. Todos os serviços de telefonia estão normalizados, água, luz e gás. Em novembro de 2011 o governo japonês anunciou que havia controlado a situação na usina nuclear. A vida, apesar de lenta, volta ao normal depois de 1 ano.

Março de 2012, Rio de Janeiro. Um ano depois muito pouco foi feito. Depois da papagaiada inicial de prefeitos, governo estadual e federal na televisão, a reconstrução anda a passos de tartaruga. Existem famílias desabrigadas. Em duas das sete cidades atingidas, seus prefeitos (Nova Friburgo e Teresópolis) foram afastados sob a acusação de desviar verba que deveriam ser usadas na recuperação. As coisas não andam.

O que explica essa diferença? Será que é porque o japonês é mais trabalhador e o brasileiro mais preguiçoso? Ou será porque o povo japonês está muito melhor preparado e equipado na questão do gerenciamento do risco? O povo japonês sabe o que deve fazer em cada situação de emergência. Sabe para onde ir. Sabe onde fica o hospital mais próximo, abrigos e outros. Tem a quem recorrer, porque as instituições funcionam, não existindo interesses diferentes do que o da própria sociedade.

Além disso, o Japão não tem em sua cultura um câncer que temos na nossa e atende pelo nome de Corrupção. Se formos querer pensar na Prevenção, com melhores abrigos e outros controles, provavelmente não ficarão prontos, porque o dinheiro some no meio do caminho. E claro, um primo da Corrupção anda de mãos dadas com ela e atende pelo nome de Impunidade. Enquanto isso, vamos assistindo as coisas acontecerem…

Um abraço a todos e até a próxima!